segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um pequeno detalhe

Serrágio não é grande coisa como político, mas em economia é autor de dois bons artigos-leitura obrigatória em qualquer curso de economia brasileira. Não é surpresa, portanto, a menção ao crescimento para fora e para dentro, da Cepal e dos países do período da descolonização. Em alguns ela funcionou, em outros o resultato foi desastroso, mas querer recupera-lo no atual estágio da economia mundial e da brasileira me parece uma daquelas famosas idéias fora de lugar. Alias, este é o problema desta geração de pensadores: acostumados a lidar com o problema da restrição externa, mostram-se poucos originais quando o problema passou a ser o grande afluxo de capitais.

É claro que o cambio sobrevalorizado não é uma das sete maravilhas da economia,mas é bom lembrar que o seu inverso implica em transferência de renda para o setor exportador e queda de salário real. Pequeno detalhe que os economistas da nova direita esquecem de mencionar.

domingo, 29 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

When we two parted, Lord Byron

When we two parted
In silence and tears,
Half broken-hearted,
To sever for years,
Pale grew thy cheek and cold,
Colder thy kiss;
Truly that hour foretold
Sorrow to this.

The dew of the morning
Sank chill on my brow—
It felt like the warning
Of what I feel now.
Thy vows are all broken,
And light is thy fame:
I hear thy name spoken,
And share in its shame.

They name thee before me,
A knell to mine ear;
A shudder comes o'er me—
Why wert thou so dear?
They know not I knew thee,
Who knew thee too well:—
Long, long shall I rue thee
Too deeply to tell.

In secret we met—
In silence I grieve
That thy heart could forget,
Thy spirit deceive.
If I should meet thee
After long years,
How should I greet thee?—
With silence and tears.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dubai não é aqui

... E quando a maioria acreditava que desequilibrio entre ativos e passivos já havido sido resolvido eis que aparece Dubai para relembrar o obvio: o processo está longe de estar completo. No caso de Dubai, esperava-se que o vizinho rico - que nada em petroleo - evitaria a materialização de um cenário catastrófico, previsivel, com a crise no mercado imobiliário local. Esta é ainda uma opção e por isto mesmo é cedo para analises conclusivas sobre o que por lá esta acontencendo.

O fato é que o desequilibrio entre ativos e passivos ainda se faz presente em diversos países, principalmente nos USA e ate o encontro de um novo ponto de equilibrio - não necessariamente estável - solavancos são esperados. Nada, naturalmente, da dimensão catastrófica sonhada pela turma de sempre. Tão pouco - é sempre bom lembrar - Dubai não é aqui. Respingos, contudo, não podem ser descartados de antemão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Miquinhos amestrados

Confesso não entender a atração que o Serrágio ainda exerce sobre importantes setores da intelectualidade paulista auto proclamada de esquerda. Como mencionado ontem, ele não foi um bom prefeito e tão pouco está sendo um bom governador. Há aqueles que o considera um bom guarda livros: qualidade importante para o cargo, porém, somente no futuro saberemos se isto é realmente verdade. O fato da velha direita e da nova direita "ilustrada" o admirar tanto não é nenhuma surpresa: não há outra opção, viável, no mercado eleitoral.

Falando em direita brava, a revista deles está conseguindo superar a rede americana FOX em hidrofobia. É a famigerada "banda de música" renascendo das cinzas com seus novos miquinhos amestrados.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O grande problema da política fiscal anti-cíclica é convencer o agente político que ela não deve ser mantida quando o cenário macroeconômico retornar a normalidade. A tentação é muito forte e é dificil resistir, como atesta a última decisão da área econômica do governo federal: manter a isenção do IPI ate março, usando como justificativa o argumento ecológico é julgar que somos todos idiotas. É o velho populismo macroeconômico do período eleitoral. Serrágio não é muito diferente do Presidente: obras inauguradas antes de concluidas e ate mesmo antes do lançamento de edital é o que esta ao alcance do vampiro brasileiro e não é nada dificil imaginar o que ele poderá fazer caso algum dia venha a ser eleito Presidente do grande bananão.

Serrágio mostrou ser um bom secretário e ministro de Estado, mas como governador e antes prefeito deixou muito a desejar. Seu talento não parece ser para o Executivo. Ele, alias, não é o único...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O visitante..

A visita saiu melhor que o esperado: protestos aqui e acola e cobertura contida na midia internacional. O comportamento da oposição foi lamentável: Lampreia é do ramo, mas comportou-se como um político profissional, um homem de partido. O argumento apresentado é no minimo sofrivel. Não vi o JN, mas o apresentador do Jornal da Globo não conseguiu disfarçar sua oposição a visita. O jornal da ditabranda fez uma boa cobertura, com destaque para os artigos do Clovis Rossi e E.Catanheda. Esta última apresentou a melhor análise do "impacto" da visita sobre a relação USA - Brasil.

No geral o comportamento da elite pensante foi o esperado: incapacidade de fazer uma análise a partir do ponto de vista do interesse nacional. Já no campo leninista-stalinista o destaque é a figura munificante: alguem, por favor, poderia ajuda-la a encontrar o Museu de Cera...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ditaduras...

A semana promete...longa entrevista do economista menor da ditadura no jornal da ditabranda. Nenhuma novidade, apenas reafirma as posições conhecidas sobre a macroeconomia brasileira e os elógios de sempre ao Lula. Alias, merecidos. É divertida as criticas dele ao estado atual da teoria econômica - o esquecimento da história,filosofia, psicologia e geografia - que, alias, o transformou no novo "darling" da esquerda leninista-stalinista. Ele tem razão, mas não é preciso jogar a criança com a agua do banho, como tem sido a pratica dos seus novos admiradores.

No mesmo jornal, artigo interessante do governador de sp, sobre a visita do presidente iraniano. Concordo com as criticas e realmente não podemos ficar em silêncio diante da negação do holocausto. Contudo, nas relações internacionais e pensando no interesse nacional, é preciso conversar com todos os "players" e usar a oportunidade para reafirmar a posição do país sobre o holocausto e questão nuclear.

É cinismo demais criticar a visita em razão dos resultados da eleição presidencial iraniana ou encontrar contradição entre a defesa da memoria daqueles que combateram ditaturas na america latina e esta mesma visita. Para ser coerente é necessário criticar a visita de todo e qualquer Presidente com pendores autoritários e totalitários, ai incluindo Chaves, Irmãos Castro, Fujimori, etc. Ditadura é sempre ditadura, não importa se de esquerda ou direita deve sempre ser condenada.

sábado, 21 de novembro de 2009

In extremis, Olavo Bilac

Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! De um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,
Fria! Postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados...

E um dia assim! De um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...

E, aqui dentro, o silêncio... E este espanto! E este medo!
Nós dois... e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais a morte...

Eu com o frio a crescer no coração, — tão cheio
De ti, até no horror do verdadeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!

E eu morrendo! E eu morrendo,
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão bela palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! A delícia da vida!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mais piadas sobre economia e economistas

Economistas fazem sexo com bolas de cristal;
Economistas fazem sexo com um competidor atomístico;
Economistas fazem sexo na Caixa de Edgeworth;
Economistas fazem sexo ciclicamente;
Economistas fazem sexo na demanda
________________________________________

Um matemático, um economista teórico e um econometricista são requisitados para achar um gato preto, que não existe, num quarto escuro e fechado.
O Matemático fica louco tentando achar o gato que não existe e vai parar no hospício.
O Economista Teórico não consegue achar o gato preto, entretanto sai do quarto dizendo orgulhosamente que pode construir um modelo para descrever todos os movimentos do gato com grande acurácia
O Econometricista passa uma hora dentro do quarto procurando o gato que não existe e depois grita, de dentro do quarto de que pegou o gato pelo pescoço.
________________________________________

Um economista indiano explicava aos seus alunos de pós-graduação a teoria da reencarnação."Se você é um bondoso economista", disse, "você irá renascer como um físico. Mas se você for um maldoso economista, então você irá renascer como um sociólogo."
(P. Krugman, 1994)
________________________________________

Três matemáticos e três economistas foram viajar de trem. Os matemáticos estavam rindo dos economistas, que haviam comprado somente um bilhete e iriam tomar multa. Quando o cobrador veio, os economistas foram para o banheiro. O cobrador bateu na porta do banheiro e um deles estendeu o bilhete com a mão, sendo bem sucedidos.
Noutro dia os matemáticos resolveram usar a mesma estratégia e compraram um só bilhete. Porém os economistas não compraram nenhum. Quando o cobrador estavam chegando os matemáticos foram para o banheiro. Quando ouviram as batidas na porta entregaram o bilhete ao condutor. O bilhete não retornou. Por que ? Os economistas pegaram e foram a outro banheiro.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

100% Caipira, com muito orgulho

Quer dizer que o Presidente tem a argúcia do Matuto. É naturalmente um elógio, mas matuto é sinonimo de Caipira e tem, também, outros significados, segundo o velho Aurelio: sujeito ignorante e ingênuo; acanhado, tímido, desconfiado. Bresser refere-se, me parece, ao último conjunto. Não deixa de ser curioso à menção a matuto em um país fundamentalmente urbano. Seria uma homenagem ao nosso grande e esquecido Mazzaropi e seu Jeca Tatu?

Bresser está pessimista demais e erra a mão na análise do cenário macroeconômico nacional: " o mais grave, porém, é que não é um crescimento com estabilidade". Parece que ele esta falando de outro país, tão pouco a reclamação a respeito do crescimento econômico faz sentido. Poderia ser maior - é verdade- porém, números chineses é coisa do passado, já que o país se encontra em outra fase do processo de desenvolvimento econômico.

Melhor ser pessimista que otimista, diria um amigo, mas a desconfiança expressa no artigo tem um tom conspiratório para o qual não encontro justificativa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fora Belluzzo

Não entendeu? ah!!!!, então voce não acompanha futebol e desconhece o preço que pagamos por livrar o bananão do risco de um trapalhão na Presidência do Bacen. Comparado com os estragos que o avvocato poderia fazer no Bacen, o cargo na Academia oferecia riscos bem menores. Argumento razoável, mas nunca imaginei a dimensão que a incompetencia dele - demonstrada no período do cruzado e na análise da crise mundial - poderia assumir. Confesso, que o subestimei e agora so me resta o grito: Fora Belluzzo.

Enquanto isso o Presidente - corintiano roxo - deve estar sorridente: poupou o país de uma escolha equivocada e ainda pode ver o arquirival do seu time do coração encerrar uma temporada no fundo do poço.

Não resta dúvida: onde o avvocato pisa, somente cresce erva daninha.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Irmãos Marx

Os comentários ao artigo do Bresser vai ter que ficar para outro dia. Li os dados sobre o emprego e fiquei surpreso, não pela recuperação, que já estava ocorrendo mas pela sua rapidez e, principalmente, pela sua qualidade. É uma demonstração da robustez da economia brasileira que surpreende ate um economista otimista, como é o meu caso. Estou curioso pra ouvir/ler os comentários da turma que apostava em um cenário catastrofico. Não sei se era um caso de desejo - ser oposição eternamente e apostar no quanto pior melhor - ou de erro de diagnóstico, mas o fato é que eles erraram feio e não apenas nos detalhes e tão pouco é a primeira vez que isto ocorre.Nem sequer aplica-se a brincadeira do relogio quebrado. Realmente um caso que somente pode ser explicado pelos irmãos Marx.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um papo com um ótimo economista

Segunda feira complicada com reuniões e mais reuniões e sem tempo para nada. Felizmente a noite encontrei um colega, ótimo economista, para trocar ídeias sobre o que anda acontecendo com a ex-república de bananas, ou seria de café? O tópico de sempre: o cambio. Ele lembrou que para o país isto é novidade, afinal sempre tivemos o problema inverso: a restrição do cambio, agora com a a avalanche de capital, andamos perdidos sobre o que fazer para evitar consequências desagradaveis desta nova situação da economia brasileira.É possível combinar controle na entrada com a manutenção do sistema de metas de inflação? Ele acha que sim, tenho dúvidas. Ainda acho que a melhor solução é ampliar o grau de abertura da economia,porém, esta não é uma opção com resultados práticos no curto prazo. O que fazer?

Li por alto o artigo do Bresser, amanhã, comento...

domingo, 15 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

O lamento da viúva em plena primavera, William Carlos Williams

O pesar é o meu quintal
onde a grama nova
flameja como tantas vezes
flamejou antes não porém
com o fogo gélido
que se fecha este ano à minha volta.
Trinta e cinco anos
vivi com meu marido.
A ameixeira hoje está branquinha
de pencas de flores.
Pencas de flores
carregam os galhos de cerejeira
e dão a alguns arbustos cor
amarela e vermelha a outros
mas o pesar dentro de mim
é mais forte que elas ·
pois embora fossem a minha alegria
antigamente, eu hoje as vejo
e Ihes volto as costas deslembrada.
Hoje o meu filho me disse
que para lá dos prados,
na orla da floresta cerrada,
viu à distância
árvores de flores brancas.
Bem que eu gostaria
de ir até lá
para deixar-me tombar sobre essas flores
e afundar no brejo perto delas.

(tradução: José Paulo Paes)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Characterizations of Philosophy or Philosophizing

É sobre filosofia, mas poderia se aplicado a economia...



The relation between science and philosophy is like the symbiotic relationship between the countryside and town. The former provides the latter with food receiving garbage in return.

L. Kolokowski

What is the use of studying philosophy if all that it does for you is to enable you to talk with some plausibility about some abstruse questions of logic...if it does not improve your thinking about the important questions of everyday life?

Wittgenstein

Metaphysics is almost always an attempt to prove the incredible by an appeal to the unintelligible.

Mencken

It’s not things, it’s philosophers that are simple/

J.L. Austin

I can stand brute force, but brute reason is quite unbearable. There is something unfair about its use. It is hitting below the intellect.

Oscar Wilde

If, while making love, a woman says "faster" I will try. But if she says "deeper" she had better be looking for philosophy.

?

Of course pragmatism is true; the trouble is it doesn’t work.

S. Morgenbesser

In relation to their system most systemizers are like a man who builds an enormous castle and lives in a shack nearby.

Kierkegaard

There are two styles of philosophers: e.g. philosophers and i.e. philosophers - illustrators and explicators. Illustrators trust, first and foremost, striking examples, in contrast with explicators, who trust, first and foremost, definitions and general principles.

A Margalit

To have a system is to lack integrity.

Nietzsche

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Notre Dame Plans to Dissolve the 'Heterodox' Side of Its Split Economics Department

É uma decisão realmente lamentável. É um depto com ótimos professores heterodoxos e um deles, emerito, importante economista católico. O artigo comete o equivoco, recorrente, de confundir heterodoxia com próximidade com a doutrina social católica e neoclássico como oposição a esta mesma doutrina. A vida real é um pouco mais complicada e os marxistas, via de regra, não são exatamente amigos da doutrina social católica, muito pelo contrário e quando hegemonicos - vide experiencia do leste europeu - não toleram nenhuma outra doutrina social. Felizmente este não é o comportamento dos demais heterodoxos. Em Notre Dame os dois deptos se apresentam como comprometidos com a tradição social católica.


Early in this decade, the University of Notre Dame's economics department was bruised by a long series of quarrels over methods and ideology. So in 2003 the university's leaders came up with a Solomonic solution: They split the department in two.

Some of the faculty members stayed in what became known as economics and policy studies, a heterodox department that made room for post-Keynesians, Marxians, and historians of economic thought. (Broadly speaking, that had been the character of Notre Dame's economics program since the 1970s.) Others moved into economics and econometrics, a more-mainstream department with an emphasis on quantitative tools.

But this was not a divorce made in heaven. University officials now say that the experiment has not worked, and that they expect to dissolve the department of economics and policy studies within the next two years.

A few of the department's 11 faculty members might be invited to join the mainstream department—indeed, one scholar already made the leap this summer—but most of them expect to be scattered into various other departments, institutes, and research centers at Notre Dame.

For those faculty members, most of whom opposed the 2003 split in the first place, the news is a bitter pill. They say that the administration has failed to consult with them or with their students. And they say that it will be peculiar, at best, for them to move into other academic units when the university originally hired them because of their doctorates in economics.

Above all, they say that the dissolution would represent an intellectual loss for the university. While Notre Dame once had an economics program that was distinctively shaped by currents in Roman Catholic social thought, they say, it will now be left with a neoclassical department much like the ones at almost every other major university.

"In light of the crash of the economy, you would think there would be some humility among economists, some openness to new approaches," says Charles K. Wilber, a professor emeritus of economics at Notre Dame. "There's not a lot."

Para ler o resto do artigo clique aqui

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Debates

Uma rara manhã de debates acadêmicos bem interessantes. Apresentei um paper sobre " o problema do desenvolvimento econômico na moderna doutrina social católica ", ainda está em uma versão bastante preliminar, mas é sempre bom ouvir coméntários, ainda mais quando se trata de alguem talentoso e está era o caso do meu colega alocado para comentar o meu paper- um jovem intelectual marxista. Gostei dos dois comentários, principalmente do primeiro: um ponto importanté, bém tecnico, do argumento apresentado. Um terceiro paper ate o final deste mês esta nos meus planos.

Mudando de assunto. O apagão tem tudo para detonar a candidata do planalto. Há coisas com as quais não se pode lutar... Quem será o substituto?