quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Espanha ganhou tempo para respirar...
No dia em que a greve geral contra as medidas de austeridade parou a Espanha e Portugal, Olli Rehn, comissário europeu para assuntos econômicos, declarou que a Espanha não precisara adotar novas medidas de austeridade em 2013. Esta decisão ainda tem que ser aprovada pelos membros da zona do euro, mas as chances da Alemanha veta-la é muito baixa, já que é parte do mandato da comissão a definição de metas e "timetables" para os paises do bloco do euro. É uma deliberação importante, por retirar do Rajoy o único argumento que ele sempre usou para postergar a solicitação do pedido de ajuda ao fundo do resgate: o temor que ele seria acompanhado de novas medidas de austeridade. Isto não quer dizer que ele necessariamente solicitará ajuda, apenas que o custo politico de faze-lo é menor, mas ainda resta o fato que Alemanha não está interessada em tratar do assunto, antes das eleições de 2013. O que implica afirmar que somente se o custo de rolagem da divida pública espanhola tornar-se positivo, a Alemanha retirará sua oposição ao pedido junto ao fundo de resgate. No momento, a situação esta sobre controle e apesar de elevado, os juros estão abaixo do valor alcançado no mesmo período do ano passado.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A Grecia precisa de um Plano Baker
A Grecia conseguiu levantar, no mercado, os recursos necessários para honrar os titulos com maturidade na sexta-feira, 16 de novembro e de quebra ganhou folego adicional com as divergências, públicas, entre o FMI e União Europeia em relação prazo em que ela deverá atingir a meta de 120% de divida/PIB: o primeiro defende 2020, o segundo quer um prazo maior, 2022. Esta, contudo, não é divergência mais importante: o ponto de discordia relevante é quanto a extensão do "hair cut" para os credores públicos, sem o qual será a meta é apenas um conto de fadas. A Alemanha, naturalmente, é contra, já que por ser a maior credora pública, é a quem tem mais perder. Alem disto, 2013 é ano de eleições e o eleitorado alemão não ficara nada feliz com a noticia do perdão de parte da divida grega. Merkel, como todo político quer, naturalmente, continuar no cargo e por isto não quer nem ouvir falar no assunto. Em outras palavras, a eleição na Alemanha esta jogando para o futuro qualquer negociação de propostas para resolver definitivamente o problema grego e de outros países em dificuldades, como é o caso da Espanha.
É fato, como reconhece a própria The Economist, que a solução do problema grego passa obrigatoriamente por um acordo ao estilo Plano Baker. Não há outra alternativo e os alemães sabem disto.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Noticias preocupantes..
A semana começa com perspectivas preocupantes sobre a economia japonesa: a recessão, parece, que novamente vem prestar uma visita ao país do sol nascente. É mais um sinal que a economia mundial, no próximo ano, não deverá ser uma Brastemp, haja vista, o resultado mediocre esperado da locomotiva da zona do euro, o que implica afirmar que a região como todo deverá apresentar um resultado para lá de anemico. A situação podera ficar ainda pior, caso o fiscal cliff americano não consiga ser evitado. Acredito que uma solução é possível mas, no entanto, pode ser que ela não seja a ideal, apenas um esparadrapo que evitaria o pior.
Como esperado, depois da publicação do relatorio, dos burocratas da União Europeia(UE), contestando a visão do FMI sobre o impacto da política de austeridade sobre a performance das economias do mediterraneo, o clima entre eles não anda nada bom, como atesta as divergencias em relação a solução da divida grega. Neste caso, me parece, que o Fundo tem razão. Maiores detalhes no post e amanha...
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Austeridade na Alemanha é um tragico equivoco...
A semana fecha sem uma solução definitiva para o caso grego, apesar da aprovação das medidas demandads pela troika. E se isto não fosse o suficiente, há indicações que as negociações sobre o orçamento comunitario não deverá ser nada fácil, repetindo os embates que se tornaram um deja vu ano após ano. Na Espanha, governo e oposição negociam uma solução para as execuções hipotecarias que nos últimos quatro anos, segundo o El Pais, chegaram a 350.000. Uma grande tragedia como atesta dois casos de suicidios nas últimas semanas.
Como mencionado no post de ontem, a toda poderosa Alemanha, já não se mostra mais imune a crise da zona de euro e, no entanto, resolveu adotar a mesma política que ela recomenda, ou melhor exige, dos demais parceiros da zona do euro: corte nos gastos públicos. Alguem, ingenuamente, poderia considerar esta decisão, uma louvável demonstração de coerência: afinal se é bom para os outros, também deverá ser bom pra Alemanha. É, no entanto, uma proposição falsa: o custo de financiamento do tesouro alemão é muito baixo- a remuneração em alguns casos chega a ser negativa, não existindo, portanto, nenhuma razão para antecipar, em 3 anos, a meta de orçamento equilibrado. O corte de gastos não é o que Alemanha precisa no momento e tão pouco ajuda na recuperação da economia da zona do euro. O efeito deverá ser justamente o contrário. Como já argumentamos, em vários posts, adotar a mesma política de austeridade para o bloco como um todo não tem o menor fundamento econômico: no caso dos países do mediterraneo a única justificativa aceitável é não perder a oportunidade para enquadrar economias que, no período de vagas gordas, se mostraramm refratarias às reformas necessarias para torna-las competitivas. Este argumento, obviamente, não se aplica a Alemanha e por isto mesmo ela, assim como os outros países em melhores condições econômicas, deveriam adotar uma política em sentido contrário, ou seja, aumentar os seus gastos, não diminui-los.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A Espanha resiste...
Espanha conseguiu o que muitos - inclusive este blogueiro - considerava pouco provável: atingir a meta de financiamento do tesouro a um custo abaixo do ano passado e evitar o pedido de socorro ao fundo de resgate. O leilão desta quinta-feira foi um sucesso, com a demanda por titulos bem acima do volume ofertado; tendo conseguido, inclusive, colocar titulos de 20 anos. A razão do sucesso, como já mencionado em outros post, é a avaliação do mercado que a Espanha em algum momento teria que pedir agua o que colocaria em operação a nova estratégia do ECB: a compra de titulos soberanos no mercado secundário. O fato dela, ainda, não ter sido obrigada a recorrer ao fundo de resgate é prova do sucesso da estratégia pensada por Draghi: a credibilidade é tão alta que torna desnecessário o pedido de socorro e a consequente atuação do ECB. É o melhor cenário possível que a agrada a todos, principalmente a Alemanha. Resolvido o problema de 2012, o Tesouro espanhol deverá enfrentar o problema do financiamento em 2013 e deverá aproveitar o bom momento para colocar mais titulos ate o fim do ano.
O sucesso espanhol é ainda mais notável, haja vista a complicada situação grega e o estado geral da economia mundial. Vale lembrar que a locomotiva da zona do euro -a Alemanha, esta mostrando sinais crescentes de fadiga e seu crescimento em 2013 deverá ser bem anemico. Este cenário para 2013, torna a situação espanhola bem dificil, mas acredito que ela somente recorrerá ao fundo de resgate se o custo de financiamento do tesouro atingir niveis insustentaveis. Isto é sempre uma possibilidade, mas o corrente ano demonstrou que isto não é inevitável, como alias já havia ocorrido com a Italia no ano passado. É verdade que ambos ainda permanecem na marca do penalti, mas avanços importantes já foram obtidos para um crescimento sustentavel da economia destes dois importantes países do mediterraneo.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Imperio
Na democracia americana o poder do Presidente esta longe de ser o mesmo de outros países com o regime presidencialista. Este fato nem sempre é reconhecido pelos analistas do grande bananão, habituados ao nosso presidencialismo imperial. Herança, quem sabe da influência francesa ou do período do Imperio. Por isto, alem do resultado da eleição presidencial é importante,também, os ganhos obtidos pelos democratas na camara dos deputados e da maioria republicana no senado. Foi uma grande vitoria dos democratas que conseguiram incorporar diferentes segmentos da população americana em uma nova maioria em contraposição a base social e eleitoral dos republicanos que continua monocratica espelhando um realidade dos anos 50 que é incompativel com a realidade e demandas do seculo 21. Não acredito em redução da polarização e ainda é cedo para saber qual será a reação dos republicanos a derrota e a necessidade de redefinir a identidade e estratégia do partido. Que há uma crise de identidade é fato reconhecido, inclusive, antes de serem conhecidos os resultados da eleição. Esta crise, somada a derrota, poderá levar a uma posição mais radical, que tornaria ainda mais dificil encontrar uma saida para o chamado "fiscal cliff"( redução de gastos e aumentos de impostos) ou no seu oposto: uma maior disposição para negociar. Tudo depende de quem ganhar a disputa interna. A minha aposta é no setor mais pragmatico e aberto a negociações. Mas como mencionei, ainda é muito cedo...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Presidents are powerless to save the US economy
Interessante artigo sobre a dinamica do sistema político do Imperio.
The economy is the central issue in the US presidential campaign – as it is in all such contests. Even during wartime, foreign policy plays a subordinate role in American elections and social issues like abortion are never more than subtext.
Both Mitt Romney and Barack Obama would have us believe that their policies are diametrically opposed to each other, with little if any room for compromise between the two. Therefore, voters apparently face a Manichean choice between two competing visions for restoring America’s economic prosperity
Yet however strong the contrast between the two candidates’ economic plans, readers need not fear that Tuesday’s vote will herald either the end of the Federal Reserve system, or a massive expansion in government. The reality is that the victor will not have the power to change the nation’s economic direction, at least in the short run.
There are two reasons for that – the structure of US government, and America’s changing place in the world.
The important thing to remember is that the US president has far less power over the economy than is commonly believed – and not nearly as much as the British prime minister, for example. The reason is simple: the constitution expressly limits the president’s power and the institutions of government that have developed since 1789 limit it further.
Unlike prime ministers, who necessarily have working majorities in parliament, US presidents must frequently deal with congresses under control of the other party. Different parties may also control the House and Senate, as is the case now with Republicans controlling the former and Democrats the latter.
In all likelihood the current political split in Congress will not change after the election. But even if Republicans gain control of the Senate, it will be by the skin of their teeth, while a 50-50 split is quite possible. A thin majority or split senate will likely mean more paralysis given that only 40 votes are needed to block almost any presidential initiative, since 60 are necessary to break a filibuster (the practice of senators extemporising at length to prevent a vote).
Moreover, even under the best of circumstances, in which a president controls the House and has 60 votes in the Senate, changing policy is very difficult, as we saw when President Obama enjoyed this advantage during the early days of his administration. That is because members of Congress are provincial and myopic, subject to very little in the way of party discipline, and have different institutional perspectives even when they share the president’s political philosophy.
Furthermore, US presidents have far less control of the government’s operations than most people realise. They can appoint only a few thousand staff. Ethical constraints and financial disclosure requirements discourage many of the best people from serving in government. Without political leadership, cabinet departments are run by career bureaucrats, who tend to maintain the status quo. Many important government functions are now performed by independent agencies such as the Federal Reserve Board or Securities and Exchange Commission. Those agencies’ leaders serve fixed terms, which often outlast the president’s, by 10 years in the case of members of the Federal Reserve Board for example.
Indeed changes at the central bank are likely to have far more influence on the economy than the presidential election. With politicians unable to hammer out an agreement on fiscal policy, it has been left to Ben Bernanke and his Federal Reserve colleagues to pilot the economy through monetary policy alone. That means the next president’s most meaningful economic decision may well be nominating a new chair of the Federal Reserve, should Mr Bernanke not seek a third term in the post.
Finally over the years the Supreme Court has become deeply involved in economic policy questions, for example only allowing Obama’s signature health reform to stand by a hair’s breadth. Over the years Republicans have been far more aggressive in appointing federal judges, who serve for life, that are not shy about using the courts to implement their ideology. In the past, the same was true of Democrats, but both Obama and Bill Clinton have tended to appoint nonideological judges who do not provide a counterweight to those appointed by George W. Bush.
All this means that America’s basic economic policy is unlikely to change much or quickly whoever wins the presidency. What really matters for the economy is the economy itself – the actions of workers, business people, entrepreneurs, investors and so on, who go about their jobs largely oblivious to what comes out of Washington.
That is unlikely to change materially for some time, even were presidential authority unlimited. The economy is like an ocean liner that changes direction only very slowly, although a small change is meaningful if sustained long enough.
The fact is that the underlying trend rate of growth of the US economy is a function of two things politicians can’t do much about: productivity and demography.
The formula for long-term growth is basically labour force growth plus the growth in productivity or output per worker. America’s demography is a low birth rate and falling immigration, which prevents the population and labour force from rising. As population growth falls, so, necessarily, will growth.
So far, productivity has held up, but in the long run it is dependent on research and development and a continuing new supply of ideas and technological innovation. Government policy affects such things only slowly and indirectly, and the payoff may not come for decades.
Finally presidents can do very little about the business cycle – the quarterly ups and downs in the economy around the long-term trend.
In short, much of the economy’s trend is baked in the cake, and there is not much presidents can do to change it. To the extent they can exert influence there are institutional and political obstacles to doing so. The reality is that whoever wins, the economy will be pretty much the same for the foreseeable future.
Bruce Bartlett
The writer is a former senior economist at the White House, US Congress and Treasury. He is author of ‘The Benefit and the Burden: Tax Reform – Why We Need It and What It Will Take
Fonte: FT
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Imperio e China
Semana que começa em compasso de espera pelos resultados das eleições americanas e principalmente a transição para a nova liderança chinesa. Quem quer que seja eleito no Imperio, não deverá mudar, significativamente, a política que adotada nas ultimas decadas em relação a America Latina e ao Brasil. Ambos não são a prioridade da política externa do Imperio e por isto dificilmente será colocado em discusão e muito menos em negociação temas caros ao Brasil: biocombustivel e subsidio agricola.
O Imperio ainda é um parceiro comerciante importante, mas não tanto quanto a China, responsável pela boa performance da economia brasileira. As mundanças que por lá ocorrem, por isto podem ter um impacto maior e mais importante sobre a economia brasileira e mereciam um destaque maior que o recebido, ate o momento, da midia brasileira.
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O Imperio respira e a eurolandia afunda ainda mais...
Para felicidade do Obama os números do mercado de trabalho de outubro apresentam um cenário bem melhor que o esperado: criação de 171.00 postos de trabalhos e redução no numero de trabalhadores com contrato de tempo parcial, mas interessados em emprego em tempo integral. A taxa de desemprego apresentou um leve aumento, passando de 7.8% para 7.9%, reflexo da queda do desanimo em relação a perspectiva de encontrar um novo emprego, em outras palavras, o número de pessoas procurando emprego aumentou. Os dados confirmam o cenário de uma recuperação lenta da economia americana, ainda incapaz de derrubar a taxa de desemprego para o mesmo nível em que se encontrava antes do inicio da grande recessão. Agora é esperar pelo resultado das eleições e torcer para que Obama consiga um segundo mandato e pela solução do fiscal cliff.
Na eurolandia mais resultados negativos: contração, pelo decimo quinto mês, da produção manufatureira, que somado a resultado semelhante pelo oitavo mês na Alemanha, parece indicar que a terrivel situação econômica da periferia europeia está contaminando seu núcleo mais dinamico. É um cenario preocupante e que podera levar o ECB a decidir por um novo corte nos juros no encontro da próxima quinta-feira.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Reino Unido e sua relação nada amigavel com a UE
Enquanto discutimos se a Grecia vai ou não ficar fora da zona do euro uma outra saída por razões diferentes vai ganhando corpo. Trata-se da relação sempre muito complicada entre o Reino Unido e o resto da União Europeia. A bem da verdade ela nunca foi nada fácil, porem a paciência parece estar se esgotando em relação ao comportamento britanico de sempre solicitar alguma excessão em relação a regras aceitas por todos, isto para não mencionar a falta de solidariedade em relação a crise atual que, no entanto, não impede o primeiro ministro da velha albion em oferecer conselhos e fazer ameaças.
A nova pendenga é sobre o orçamento para o período 2014-2020. Cameron e aliados defendem o congelamento mas os céticos do partido conservador defendem cortes no orçamento. Em votação no parlamento britanico, com o apoio inestimavel dos trabalhistas, derrotaram a proposta do primeiro ministro o que não deverá agradar nenhum pouco os 26 membros da UE. Em nova votação a derrota poderá ser revertido, mas não sem antes de inviabilizar as negociações programadas para o corrente mês. Esta, ao que tudo indica era a intenção dos rebeldes. Para desapontamento deles, Van Rompuy, o responsável pelas negociações, parece decidido a ignora-los e manter agenda de reuniões. O resultado poderá ser um acordo sem levar em consideração a posição britanica que ficaria ainda mais isolada no bloco podendo, inclusive, no futuro ficar no pior dos mundos em posição semelhante a da Suiça: obrigada a acatar as decisões da UE, sem poder participar das negociações.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O sofrimento aumenta na zona do euro...
A Grecia continua derretendo e o acordo que está sendo negociado com a troica apenas ganha tempo, já que ele, como observa El-Erian, não inclui o perdão da divida com o ente público e tão uma um esquema de funding por um período suficientemente longo para convencer o mercado que a Grecia não vai sair ou ser expulsa da zona do euro. Sabemos que nenhum dos dois eventos deverá ocorrer, já que a unificação europeia é um projeto político e não há nenhuma indicação que ele tenha sido abandonado. No entanto, o mercado pensa diferente e a opinião dele é que realmente conta. As previsões para a Grecia em 2013 estão piores que o cenário apresentado no inicio do mês de outubro: contração passou de 3.8% para 4.5%, a divida pública/PIB de 179.3% para 189.1%, déficit público de 4.2% para 5.2%. O corte nos gastos de 9.2bilhões previsto para 2013, aumenta a probabilidade de ao final os números serem ainda piores. A Grecia realmente precisa de reformas - isto é um fato inegavel, porém, o foco exclusivo na austeridade tem demonstrado ser um grande equivoco e nele insistir simplesmente piora a situação da população grega, sem oferecer nenhuma perspectiva de melhora na situação no longo prazo.
Os numeros do mercado de trabalho nos 17 países continua ruim: 11.6% contra 11.5 do mês de agosto, mas poderia ser muito pior e quando analisado por paises mostra o contraste entre a confortável situação alemã, 5.4%, a nada aprasivel italiana e francesa, 10.8% e o terrivel cenário espanhol, 25.8%. A crise ainda não atingiu a toda poderosa nação germanica que possui um mercado de trabalho muito mais flexivel resultado das duras reformas pela qual passou no passado recente. As reformas foram fundamentais para manter a Alemanha competitiva e atualizar o seu modelo de economia social para o novo cenário econômico mundial.
A situação não deverá melhorar no curto prazo, já que segundo dados do ECB, o rigor na concessão de emprestimos aumentou bastante, em razão do risco crescente em um cenário econômico nada roseo. A única noticia positiva é a redução no spread entre os emprestimos concedidos na Alemanha em comparação aos demais países da zona do euro.
No front espanol- nenhuma novidade. Rajoy insiste que não descartou o pedido de socorro, porém, argumenta que no momento ele ainda não é necessário, já que o tesouro não tem encontrado nenhuma dificuldade para financiar-se, inclusive a um custo menor que o verão do corrente ano, melhor ainda se comparado ao do fim de 2011. Ele esqueceu de mencionar que isto é consequencia do fato do mercado trabalhar com a hipotese que a Espanha deverá recorrer ao fundo de socorro ainda neste ano. Se isto não acontecer - como tudo indica deverá ser o caso - qual será a sua reação? Continuo acreditanto que não será forte o suficiente para convence-lo a passar o pires em 2012.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Martin Wolf: Romney would be a backward step
Ótimo artigo do Martin Wolf do FT sobre o candidato republicano a presidência do Imperio.
If there is one thing on which almost all Americans agree it is that the performance of their economy has been disappointing: growth is too slow and joblessness is too high. A large proportion of the electorate is prone to blame the president for its disappointment. It is a wonder that, in these circumstances, Barack Obama still has a chance of winning. Nor is this state of affairs surprising. Early in February 2009, I opened a column by asking: “Has Barack Obama’s presidency already failed?” My argument was that “doing too little is now far riskier than doing too much”. The president did indeed act, but not decisively enough.
That was the past. Now consider the future. I suggest that four economic challenges are particularly important: demand, supply, inequality and fiscal solvency.
Economists on both sides of the divide admit the weakness of private demand, while disagreeing on the cause. My difference from both is that I believe this weakness is likely to prove structural, not cyclical.
The point can be made by looking at sectoral financial balances (the difference between sectoral income and spending, as shares of gross domestic product). The US has long run deficits with foreigners. Since the crisis, these have come down, modestly. If foreigners run surpluses, domestic agents must run deficits. In the post-crisis world, households and businesses have also run surpluses. This has left the government running the deficits. (See charts beneath the story package.)
Can this situation change without causing recession? Not easily. Suppose that foreigners continued to run a surplus of 3 per cent of GDP, while the fiscal deficit fell to 3 per cent of GDP. The US private sector would have to be in balance. In the second quarter of 2012, it ran a surplus of income over spending of 5 per cent of GDP. To move into private sector balance, while sustaining demand, either household spending or business investment must soar. The former requires a surge in credit. The latter requires a rise in investment to shares of GDP higher than in the stock market bubble of the 1990s. The former then is undesirable; the latter is unlikely.
The second challenge is supply. In the long run, the determinant of growth is rising productivity. The US is the most productive large economy in the world because it has been the best at developing and applying new technology. On this, two points need to be made. The first, as I noted in a column on October 2, is that productivity growth seems to be slowing, though it remains good by the standards of other high-income countries. The second is that in a world in which the connection between innovation and science is so close, much depends on government support for the latter. The US government has played a seminal role in innovation: the internet is just one example.
The third challenge is inequality. Here changes are profound (see chart). Apparently, 90 per cent of US income gains since the end of the recession have accrued to the top 1 per cent of the income distribution. As the Congressional Budget Office notes, “real (inflation-adjusted) mean household income, measured after government transfers and federal taxes, grew by 62 per cent between 1979 and 2007. Over the same period, real median after-tax household income grew by 35 per cent.” This divergence has two implications. First, changes in GDP fail to measure those in economic wellbeing across the population. They measure changes at the top, instead: since the top 20 per cent earns 60 per cent of market-based income and the top 1 per cent earns far more than the bottom 40 per cent, that is obvious. Second, to the extent that a child’s opportunity depends on the resources of its parents, the result will be cumulative disadvantage. The more important human capital is, the more powerful this must become.
The final issue is fiscal solvency. Peter Diamond, Nobel laureate and MIT economist, argues that the US has an unemployment crisis and a public debt problem. I agree. Cutting fiscal deficits is not the urgent task many assume it is, for two reasons. First, as argued above, it cannot be done without risking a collapse in demand and then, possibly, a fiscal deficit almost as big as that before, but at lower levels of activity. That is what it means to be in a liquidity trap. Second, there is next to no risk of a significant rise in interest rates on US treasuries, unless there is a strong economic recovery. But that would eliminate much of the fiscal deficit, as revenue recovers and spending falls. The big solvency issue is spending on healthcare, where the challenge is cost inflation.
Which of the candidates seems to recognise these issues in a sensible way? My view is that Mr Obama’s vision is inadequate. But Mitt Romney is George W. Bush reheated.
Mr Obama does not offer a sweep of reforms, which might reignite the dynamism that lifted most boats in the mid-20th century. Probably, that is just too hard. But, as the Tax Policy Center argues, it is impossible to look at Mr Romney’s proposals – reductions in marginal income tax rates offset by unspecified reductions in tax expenditures – without concluding that they “would provide large tax cuts to high-income households, and increase the tax burdens on middle- and lower-income taxpayers”. In an economy with surging inequality, this would make the underlying problem worse.
Given Mr Romney’s commitment to large increases in defence spending, the outcome would surely be a large rise in structural fiscal deficits. Republicans have proved much less hostile to deficits in practice than in theory. Tax cuts are their true fiscal religion. The good side of this is that the US will need those deficits, for some time. The bad side is that such policies are more likely to generate a brief expansion than solid growth.
Republicans believe that the key to performance is less regulation and lower tax rates. Yet a shift from rates of 35 per cent to ones of 28 per cent is unlikely to have a noticeable effect on aggregate performance. Yes, taxes matter. But the view that they determine economic performance on their own is certainly wrong.
The issues go far beyond economics. Divides over social and foreign policies are self-evidently profound. But the economic choices are also important. Americans have a choice between a man with modest ambitions and someone determined to double up on the fiscal and financial policies of the pre-crisis era. Mr Romney, like the Bourbons, has learnt nothing and forgotten nothing. What would be the consequences of such a repetition? The world may be about to find out.
Fonte: FT
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Italia
Depois de ser condenado, Berlusconi resolveu dar mais um show e ameaçou retirar o apoio do seu grupo ao Monti. Ele é um cadaver político e por isto sua ameaça não deveria ser levada a serio, porem no ambiente em que se vive na zona do euro qualquer ruido é suficiente para os conhecidos abutres voltarem ao ataque. Por enquanto nada aconteceu, mas a cenário político italiano pós Monti é, como mencionado em outro post, motivo de preocupação e o melhor seria guinda-lo novamente ao cargo, mas desta vez com a legitimidade das urnas. Por enquanto isto é impróvavel, já que ele não demonstra o menor apetite para o cargo.
A infeliz figura não é a única fonte preocupação: o movimento-partido liderado pelo comediante Beppe Grillo se saiu muito bem nas eleições regionais na Sicilia, obtendo cerca de 15% dos votos, com seu candidato a governador alcançado 18.5% dos votos. A absteção foi alta para os padrões italianos, 47% o que explica, quem sabe, a boa perfonance obtida pelo seu movimento. Nas pesquisas, em nível nacional, ele aparece sempre com 20% o que é suficiente para tornar ainda mais dificil a formação de um governo italiano com maioria estável, caso este venha a ser o número obtido nas eleições. Instabilidade política é algo que o mercado nem quer ouvir falar e por isto devemos ficar atento ao desenrolar da política italiana.
No encontro com Rajoy, Monti mais uma vez defendeu a inicio da operação de compra de titulos no mercado secundário. Como ela já deixou claro, várias vezes, que a Italia não precisa de socorro, parece ter sido mais uma indireta ao Rajoy, que fez de conta que não era com e repenti o mantra conhecido: quando for o momento oportuno e se necessario ele solicitara o socorro. No momento, ele descartado.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Obama é a melhor escolha...
Para felicidade de Obama - que luta desesperadamente para não entrar para a historia como o equivalente do Pepino, o Breve, do Imperio - os números dos PIB do terceiro semestre indicam que há luz no fim do tunel. É mais uma boa noticia que vem somar-se aos últimos dados sobre o mercado de trabalho. O cenário ainda é complicado, mas o resultado do PIB é uma grata surpresa explicada pela boa performance do consumo e - surprise, surprise - dos gastos do governo. Este último deverá levar à comentários ao melhor estilo das teorias conspiratorias por parte dos republicanos. Afinal é realmente suspeito aumento de gastos públicos próximo do período eleitoral.
Bons números que, no entanto, não são suficientes para tranquilizar os desempregados por um longo período de tempo e com menores chances de retornar ao mercado de trabalho e tão pouco garantia de uma retomada sustentável do crescimento da economia do Imperio. Esta depende do resultado da eleição presidencial e da negociação pra evitar o fiscal cliff. Uma vitoria republicana aumentaria os riscos de uma mudança equivocada na política econômica, com cortes prematuros nos gastos públicos, que mesmo assumindo uma solução negociada para o fiscal cliff, levaria a economia americana para a mesma estrada da economia europeia.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Sacro Imperio Germano Romano...
Outubro era o mês mais dificil para Espanha e por isto se esperava que o pedido de socorro seria solicitado durante este mês, provavelmente logo após as eleições na Galicia e nos País Basco. No entanto, nada aconteceu e não há nenhuma indicação que o pedido será feito nas próximas semanas. A queda nos rendimentos e a forte demanda pelos seus titulos, resultado da expectativa da inevitabilidade da solicitação de ajuda ao fundo de resgate, reduziu a urgência do pedido, já que o tesouro já conseguiu levantar boa parte dos recursos programados para o corrente ano. E, para surpresa de todos, inclusive deste pobre blogueiro, o fez a um custo menor que o do ano passado. Se lembrarmos que a Alemanha não quer nem ouvir falar em resgate antes das eleições de setembro do próximo ano, não haveria razão para Rajoy tomar qualquer decisão a respeito neste ano.
Enquanto isto , como era esperado, a Grecia conseguiu convencer a troica a conceder mais dois para que ela ela possa alcançar a meta de 4.5%. É uma decisão correta e que deverá tornar a vida dos pobres gregos um pouco menos dura, que, no entanto, implica em levantar mais recursos para cobrir o período adicional. Este é o motivo principal da demora em fechar o acordo, já que é bem conhecida a oposição da Alemanha e aliados em colocar mais recursos na Grecia. Naturalmente, uma solução será encontrada, já que o prazo adicional é uma questão de bom senso e realismo, já que a Grecia dificilmente teria condições de atingir a meta no prazo acordado anteriormente.
Ontem Draghi falou ao Parlamento alemão que, como argumenta um comentarista do FT, é mais uma indicação do papel cada vez mais imperial que a Alemanha assume na União Europeia. Ao que parece o temor da dama de ferro aos poucos vai se tornando realidade: a alemanha é o novo sacro imperio germano romano. A única diferença é que ele nada tem de sacro e muito menos de romano.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Zbigniew Brzezinski
Zbigniew Brzezinski é o meu analista de política externa american predileto. Católico praticante, teve papel de destaque no Governo Carter.
The prolonged campaign for the White House shows why the US finds it so difficult to pursue a rational foreign policy in a world of unprecedented complexity. Articulating foreign policy in the heat of an election produces an irresistible temptation to proclaim simplistic remedies to complicated foreign challenges.
Hence the hasty public declarations that Syria’s Bashar al-Assad must go even before a realistic US policy to achieve that goal had been formulated. And hence the deference shown to the fevered pleas of Benjamin Netanyahu, Israel’s prime minister, for an ultimatum to Iran and the repeated references to the eventual use of US military power, without much consideration for potential regional or even global consequences. Hence, also, the pledge by Mitt Romney, the Republican presidential candidate, to announce that on day one of his presidency – without any prior negotiations – he would take punitive steps against China’s “currency manipulations”, irrespective of likely retaliation.
Alas, such a foreign policy – derived from politically expedient, short-term commitments – risks setting in motion dynamics that ultimately lead to international chaos. In particular, the idea that the US could somehow ensure Israel’s future by imposing a new order in the Middle East – through the forceful export of “democracy” to both Syria or Iran – is dangerous daydreaming.
The post-1945 US domination of the Middle East is receding rapidly while the region is in the midst of upheaval. Most of the prevailing borders, which date back to the Anglo-French diktats following the first world war and the concurrent disintegration of the Ottoman empire, are shaky. Even the region’s major states, notably Iran and Turkey, are vulnerable to internal ethnic and religious strains.
In this flammable setting, an American intervention in Syria or a military strike against Iran either by Israel or the US would be likely to set off a region-wide explosion. Iraq is still suffering from the divisive consequences of the US military invasion. It is on the brink of disruptive Sunni-Shia violence. It would not take much effort by Syria or Iran to ignite it. Nearby, Lebanon and Jordan are both also vulnerable.
An explosive crisis in the region would have consequences elsewhere. The inevitable rise in the price of oil – prompted by increased insurance costs even were the Strait of Hormuz forcefully kept open by the US navy – would wreak havoc on Europe’s financial recovery. Differences among European states would intensify. Britain would be tempted to distance itself from European allies in favour of becoming, in the Atlantic Ocean, the equivalent of America-dependent Japan in the Pacific.
Russia would have little reason to accommodate America. It could feel free to press the Europeans to respect its geopolitical aspirations in Ukraine and even Georgia, in exchange for some concessions regarding the price of its energy exports. Motivated by Vladimir Putin’s anti-American bias, it would seek closer strategic co-operation with China. A China already annoyed by America’s inclination to define its “pivot” to Asia in military terms, and offended by the threats voiced in the US elections, may not be indifferent to such self-serving Russian temptations.
As the presidential campaign unfolds, Israel is forfeiting the opportunity to make itself an accepted and enduring part of the Middle East through its determination to colonise much of the West Bank. Yet a genuine partnership with a viable Palestinian state could create a centre of technological and financial innovation similar to Singapore in southeast Asia. It could also prompt closer collaboration with an Egypt that is basically not eager to become involved in sectarian Arab conflicts.
A serious and comprehensive policy analysis will come only after the election on November 6 and once the political temperature has cooled. Regardless of whether Barack Obama or Mr Romney wins the election, the next US president must quickly address the foreign policy challenges that have been sadly neglected in this election campaign. A detailed review should produce four timely US decisions.
First, on Syria, to engage Russia and China in support of an internationally mandated and monitored ceasefire, as a cooling-off phase before internationally supervised elections.
Second, in the absence of agreement on the Iranian nuclear issue, to continue tightening sanctions and pledge publicly that the US will retaliate against any threat by Tehran to any Middle Eastern state – including Israel – in the same fashion it would have responded to a Soviet threat to its allies during the cold war.
Third, to provide strong and explicit support for a more politically united Europe through an updated joint Atlantic Charter.
Fourth, to undertake a high-level strategic dialogue with the new Chinese leadership to codify the fundamental interest of both countries in avoiding a replay of Europe’s tragic wars of the 20th century.
The writer was US National Security Advisor to President Carter and author of ‘Strategic Vision: America and the Crisis of Global Power’
Fonte: FT
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Paul de Grauwe: Stop this campaign against ECB policy
Excelente artigo do Paul de Grauwe, considerado o melhor especialista em economia europeia.
The European Central Bank’s recent decision to be a lender of last resort in government bond markets is a turning point in the governance of the eurozone. By committing itself to unlimited government bond purchases, the ECB prevented a panic that would have pushed governments into liquidity and solvency crises, destroying the eurozone.
Key to the success of the Outright Monetary Transactions programme, however, is its credibility. Investors must be convinced that the ECB is fully committed to the programme, or they will hesitate to step into the peripheral countries’ sovereign bond markets and the ECB will have to make unsustainably large purchases.
The trouble is that the credibility of the OMT programme is not guaranteed, mainly because of the opposition of the Bundesbank and its president, who is taking every opportunity to campaign against it. The Bundesbank is seen by most Germans as the guardian of monetary and financial stability. When its head mounts the barricades to tell the German public that the ECB is on a path that will destroy Germany’s stability, he is organising German hostility to the ECB and the euro. Sooner or later, this hostility will be unstoppable and may lead to German exit from the eurozone.
The spectre of such a German exit will paralyse the ECB when action is necessary. Investors will sense this, making the OMT ineffective.
This guerrilla warfare by the Bundesbank president is based on a failure to understand the role of a central bank in a modern economy. Central banks were created to deal with the endemic problem of financial capitalism: its instability and the impact this has on the banking system. This has led to the consensus that the central bank should be a lender of last resort in the banking system to ensure that the bubbles and crashes that are part and parcel of capitalism do not bring down the banking system.
Should this role of lender of last resort also be extended to the government? It must be, if financial stability is to be maintained, because the sovereign and the banks hold each other in a deadly embrace. When the banking system collapses, this threatens the solvency of the sovereign. When the sovereign defaults on its debt, it pulls the banks into default. This means that the banking sector cannot be stabilised if the sovereign is unstable. A central bank that wishes to stabilise the banking sector is condemned to also stabilise the government bond market. Failure to do so leads to a banking crisis, forcing the central bank to provide huge amounts of liquidity to banks that it refuses to provide to the sovereign.
Standalone countries such as the US and the UK understand this and have an implicit contract between the government and the central bank, whereby the latter will always provide liquidity to the government in times of crisis. Without such a contract, financial stability cannot be guaranteed.
The eurozone did not have such a contract between the sovereigns and the common central bank, explaining its fragility. It now has one with the OMT programme. Without such a contract, the eurozone cannot be stabilised. Of course, many other institutional changes will have to be introduced to make the eurozone sustainable. The fact that this contract is not sufficient, however, does not reduce its necessity.
Intelligent people such as the president of the Bundesbank certainly understand this logic. Why, then, has he decided to wage war on the ECB, thereby threatening the future of the euro? Here is my hypothesis. The Bundesbank has been an enemy of the eurozone right from the start, for understandable reasons. Before the eurozone’s creation, the Bundesbank reigned supreme in Europe, dictating monetary conditions not only in Germany but also in all the European countries that pegged their currencies to the Deutschmark. With the introduction of the euro, the Bundesbank lost its hegemonic power and became a central bank like all the others.
The eurozone crisis has created a window of opportunity for nostalgic souls in the Bundesbank to restore its hegemonic position in Europe. This opportunity can be realised by a German exit from the eurozone, which now appears possible. If the Bundesbank wishes to precipitate such an exit, a campaign to convince the German public that the ECB’s OMT programme will lead to monetary instability could prove to be a lethal weapon.
I hope that my hypothesis is wrong, and that the Bundesbank has buried its nostalgic dreams of recovering its past hegemony. In that case, it will have to accept that there is no other path to financial stability in the eurozone than one in which the ECB maintains its role of lender of last resort in the government bond markets.
The writer is John Paulson chair in European political economy at the London School of Economics
Paul de Grauwe
Fonte: FT
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Mais piadas sobre economistas
Um matemático, um economista teórico e um econometricista são requisitados para achar um gato preto, que não existe, num quarto escuro e fechado.
O Matemático fica louco tentando achar o gato que não existe e vai parar no hospício.
O Economista Teórico não consegue achar o gato preto, entretanto sai do quarto dizendo orgulhosamente que pode construir um modelo para descrever todos os movimentos do gato com grande acurácia
O Econometricista passa uma hora dentro do quarto procurando o gato que não existe e depois grita, de dentro do quarto de que pegou o gato pelo pescoço.
****
Um economista indiano explicava aos seus alunos de pós-graduação a teoria da reencarnação."Se você é um bondoso economista", disse, "você irá renascer como um físico. Mas se você for um maldoso economista, então você irá renascer como um sociólogo."
(P. Krugman, 1994)
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Três matemáticos e três economistas foram viajar de trem. Os matemáticos estavam rindo dos economistas, que haviam comprado somente um bilhete e iriam tomar multa. Quando o cobrador veio, os economistas foram para o banheiro. O cobrador bateu na porta do banheiro e um deles estendeu o bilhete com a mão, sendo bem sucedidos.
Noutro dia os matemáticos resolveram usar a mesma estratégia e compraram um só bilhete. Porém os economistas não compraram nenhum. Quando o cobrador estavam chegando os matemáticos foram para o banheiro. Quando ouviram as batidas na porta entregaram o bilhete ao condutor. O bilhete não retornou. Por que ? Os economistas pegaram e foram a outro banheiro.
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Dois homens estavam andando de balão e se perderam. Decidiram baixar o balão e perguntar para algum transeunte.
"Ei, você poderia nos dizer onde estamos ?"
"Vocês estão em um balão", respondeu o transeunte.
"A resposta é correta e absolutamente inútil. Este homem deve ser um economista", comentaram entre eles, no balão.
"E você deve ser um empresário", respondeu o transeunte.
"Exato. Como você sabe disto ?"
"Você tem uma excelente visão de onde está e mesmo assim você não sabe onde está."
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— Quantos economistas com MBA são necessários para trocar uma lâmpada ?
— Somente um, se você me contratar. Na verdade eu posso trocar a lâmpada, eu mesmo. Eu tive uma extensa experiência em troca de lâmpadas em minhas funções anteriores. Também fui reconhecido como Especialista em Troca de Lâmpadas e já lecionei a disciplina Gerenciamento de Lâmpadas. Minha única fraqueza é que em meu tempo vago, sou um trocador de lâmpadas compulsivo.
****
Um dia um homem entrou na biblioteca, foi a seção de referência e pediu por livros de economia. Para a surpresa da bibliotecária nenhum dos livros de economia estavam na seção de referência. "Não há problema. Eu posso ir a outra biblioteca. Sou um homem muito ocupado e tirei este fim de semana para estudar economia"
Curiosa com a figura, a bibliotecária não resistiu e perguntou ao sujeito: "Mas por que é tão urgente para o senhor estudar economia ?"
"É que eu sou economista. Estou dando aulas nesta universidade já fazem dez anos. Como eu tenho uma importante reunião da segunda-feira, imagino que a economia tenha mudado nos últimos dez anos."
O Matemático fica louco tentando achar o gato que não existe e vai parar no hospício.
O Economista Teórico não consegue achar o gato preto, entretanto sai do quarto dizendo orgulhosamente que pode construir um modelo para descrever todos os movimentos do gato com grande acurácia
O Econometricista passa uma hora dentro do quarto procurando o gato que não existe e depois grita, de dentro do quarto de que pegou o gato pelo pescoço.
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Um economista indiano explicava aos seus alunos de pós-graduação a teoria da reencarnação."Se você é um bondoso economista", disse, "você irá renascer como um físico. Mas se você for um maldoso economista, então você irá renascer como um sociólogo."
(P. Krugman, 1994)
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Três matemáticos e três economistas foram viajar de trem. Os matemáticos estavam rindo dos economistas, que haviam comprado somente um bilhete e iriam tomar multa. Quando o cobrador veio, os economistas foram para o banheiro. O cobrador bateu na porta do banheiro e um deles estendeu o bilhete com a mão, sendo bem sucedidos.
Noutro dia os matemáticos resolveram usar a mesma estratégia e compraram um só bilhete. Porém os economistas não compraram nenhum. Quando o cobrador estavam chegando os matemáticos foram para o banheiro. Quando ouviram as batidas na porta entregaram o bilhete ao condutor. O bilhete não retornou. Por que ? Os economistas pegaram e foram a outro banheiro.
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Dois homens estavam andando de balão e se perderam. Decidiram baixar o balão e perguntar para algum transeunte.
"Ei, você poderia nos dizer onde estamos ?"
"Vocês estão em um balão", respondeu o transeunte.
"A resposta é correta e absolutamente inútil. Este homem deve ser um economista", comentaram entre eles, no balão.
"E você deve ser um empresário", respondeu o transeunte.
"Exato. Como você sabe disto ?"
"Você tem uma excelente visão de onde está e mesmo assim você não sabe onde está."
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— Quantos economistas com MBA são necessários para trocar uma lâmpada ?
— Somente um, se você me contratar. Na verdade eu posso trocar a lâmpada, eu mesmo. Eu tive uma extensa experiência em troca de lâmpadas em minhas funções anteriores. Também fui reconhecido como Especialista em Troca de Lâmpadas e já lecionei a disciplina Gerenciamento de Lâmpadas. Minha única fraqueza é que em meu tempo vago, sou um trocador de lâmpadas compulsivo.
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Um dia um homem entrou na biblioteca, foi a seção de referência e pediu por livros de economia. Para a surpresa da bibliotecária nenhum dos livros de economia estavam na seção de referência. "Não há problema. Eu posso ir a outra biblioteca. Sou um homem muito ocupado e tirei este fim de semana para estudar economia"
Curiosa com a figura, a bibliotecária não resistiu e perguntou ao sujeito: "Mas por que é tão urgente para o senhor estudar economia ?"
"É que eu sou economista. Estou dando aulas nesta universidade já fazem dez anos. Como eu tenho uma importante reunião da segunda-feira, imagino que a economia tenha mudado nos últimos dez anos."
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
União Europeia: Esperando Godot
Pouco a acrescentar ao post de ontem: o formato da supervisão bancária única deverá ser formatado ate o final do ano, a implementação deverá ocorrer ao longo de 2013 e somente a partir de 2014 será possível fazer os emprestimos de recapitalização diretamente aos bancos. Hollande, um eterno otimista, acredita em emprestimo direto em 2013. A questão dos emprestimos aos bancos realizados no passado, caso da Espanha, será discutido na reunião dos ministros de finanças da zona do euro no dia 12 de novembro e deverá, provavelmente, retornar a pauta na reunião do conselho da UE em dezembro. Merkel já antecipou a sua posição: não haverá recapitalização direta retroativa, somente no futuro, quando a supervisão bancária única estiver em operação. É um duro golpe nas pretensões do Rajoy que, no entanto, ainda acredita ser possível convencer os demais parceiros da zona da euro a permitir que parte dos emprestismos seja repassado diretamente aos bancos.
A oposição germanica a retroatividade já era esperada, haja vista posição expressa recentemente por ela e aliados sobre esta questão, no entanto se esperava que fosse possível convence-la do risco que é voltar atrás nas promessas da reunião de junho.É verdade que havia dúvidas quanto a retroatividade, mas o mercado esperava que não somente ela seria aplicada a Espanha, como também a Irlanda, já que o objetivo era cortar o circulo maldito em que ao salvar o seu sistema bancário o país acabava por ficar em situação fiscal insustentável e obrigado a pedir socorro a Bruxelas. Eliminar este problemas para emprestismo futuro é um grande passo, mas seria também de suma importancia estende-lo aos emprestimos realizados no passado. Resta saber qual será a reação do mercado nas próximas semanas. Dela dependera a decisão espanhola em relação ao pedido de resgate e a própria retroatividade do emprestismo direto. Isto porque a pressão do mercado, aparentemente, é a única levada em consideração por Merkel e cia.
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